Tradição ou Contradição
Fim de ano.
Sempre a mesma correria de todos os anos. Fechamento de tarefas no trabalho, montagem dos menus de Natal e Ano Novo, viagens, festas de confraternização, providenciar presentes, organizar os planos para o ano seguinte... e, tudo isso, acompanhado pelo fluxo de carros que só aumenta nas ruas.
Mas não tem escapatória, todos passam pelas mesmas obrigações.
Dias atrás, sentada no carro, no trânsito, observei como a decoração de Natal de São Paulo é piegas. Muito veludo, cetim, algodão e isopor (e sei lá mais o quê) imitando neve, folhagens atípicas do nossa flora, musiquinhas natalinas que disparam ao entrar nas lojas, tudo tão distante da minha realidade.... Quase irreal.
Em casa, abolimos a árvore de Natal. Para economizar tempo (de montagem e desmontagem), pó acumulado e energia elétrica daqueles enfeites que acendem e apagam incessantemente.
O tradicional menu de ceia Natal composto por pernil, lombo, peru, chester, tender (e outros animais que ninguém nunca viu a cabeça) será substituído por uma Salada bacana, um Arroz de polvo e um Flognarde.
A verdade é que não conseguimos fugir de todas as tradições (obrigações?). Não escapei da tradição nipônica de comemorar no almoço do dia 25 - esta data é mais importante que a ceia do dia anterior. Teremos então Ceviche de polvo (é, encontramos um polvo de ótima qualidade), Bacalhau de forno à moda da Nina e Torta de figo fresco.
Tudo simples e enxuto.
Desejamos a todos os leitores do Gourmandise um bom Natal, com ou sem as tradições de cada um.
Este post foi escrito depois que tive a (boba) ideia de colocar um gorro de Papai Noel no Riesling, fotografar e publicar aqui. O Marcel me olhou e disse que eu poderia tentar, mas seria muito difícil. Ele tinha razão. O Riesling é um cachorro que nunca curtiu pet shop, gravatinhas, roupinhas e outras coisinhas. É um cachorro livre dessas tradições.
Postado por Nina Moori.